Eu amo-te sem tempo ou espaço
Num sempre que me é certo
segunda-feira, 11 de março de 2013
sábado, 8 de dezembro de 2012
Esta sou eu a desistir. Esta sou em em desespero a tentar não desistir. Sou eu em pânico, ferida aberta. Sou eu a desistir do que jurei nunca desistir, do que ansiei repetidamente dia após dia. Sou eu a desistir de mim, do que sonhei, do que continuo a sonhar, continuo a querer. Sou eu em dor sem ser nada mais. Sou eu a detestar-me por querer desistir, por não querer desistir. Sou eu a odiar o mundo em cada lágrima, em cada grito sufocado por não conseguir respirar. Sou eu a morrer de sor e a pedir que a dor mate. Sou eu a sentir-me nada, a sentir tudo. Sou eu a odiar-te de tanto te amar. Sou eu a amar-te e a querer ficar. Sou eu a querer fugir, a não saber mais ser. Esta não sou mais eu.
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
Tu
Quanto de mim se evade neste espaço vazio onde vivo. Até este texto me foge, por já não saber dizê-lo, escrevê-lo. Tu me foges. E eu sei-o. Ficas saindo como na música. Saís e continuas aqui, estás longe mas estás em mim. Tu, sonhos, vida, planos. Tu, pensamento de todos os minutos. Tu ao acordar e quando tento em vão adormecer. Tu, nas músicas, nas palavras dos outros, letristas, escritores. Estás em todas as palavras. Tu, nos carros que passam, nas pessoas que passam. Tu, nas fotografias que não tirámos, nos passeios que nao demos, na lua que não olhámos, nos dias que não vieram. Tu, na saudade imensa, no sofrimento absurdo, na dor enorme de perda, no gostar. Tu, no gostar que não havia visto igual. Tu, a saíres. Tu, a fugires. As minhas mãos vazias, o meu abraço vazio, os meus olhos vazios. Vazios de não tocar, de não abraçar, de não ver. Não saias, não fujas. Não sei ser vazia de ti.
domingo, 9 de setembro de 2012
Ingenuidade e ignorância... Fazemo-nos homens e mulheres e começamos a passar pelas dores e pelas provações de um mundo de responsabilidades. E muitas vezes é um sofrimento muito grande, muitas vezes são perdas muito grandes e o peso de tudo o que existe caí em nós e parece impossível sobreviver. E quando está assim mau, quando tudo é assim tão mau e parece que sabemos já melhor que ninguém o que é a dor, eis que passa a existir um peso maior que o peso de tudo o que existe. E este caí em cima de nós. E percebemos o quanto eramos ingénuos, o quanto a dor era suportável ao lado da agonia que até então ignorávamos existir. E fico a pensar, até onde pode tudo ir? Quanto mais vou ter de carregar? Este muito será pouco?
Já não sei se sei sequer pensar ou até escrever o que penso, sei-me só anestesiada de dor e angústia.
Já não sei se sei sequer pensar ou até escrever o que penso, sei-me só anestesiada de dor e angústia.
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
Que sei eu sobre o amor? Não sei sequer se sei todos os sentido da palavra amor.. Mas sei muito sobre saudade, sobre falta, sobre vontade... Sei muito sobre dor e sofrer e querer... Sei o que é o coração aflito, apertado, perdido... Também sei os sorrisos e o toque e o cheiro. Sei o que sinto quando abro os olhos e vejo os teus olhos, e vejo a tua boca e a tua pele e a sinto na minha. Sei o que sinto quando te ouço, quando ris, quando me dizes gosto de ti quero-te para mim. Não sei se sei todos os sentidos da palavra amor, não sei se dizer amo-te diz tudo, mas sei que quero dizer muito sobre ti e sobre nós e que se disser num amo-te estou a dizer o mundo inteiro em três sílabas...
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
Às vezes sinto muito medo, diminuo dentro de mim mesma como se fosse desaparecer. Medo de perder as vidas que fazem a minha existir. Dói a distância, dói a ausência. E este sufoco aperta-me o coração, volto a ter cinco anos, e estou num quarto escuro onde mal me consigo mexer. Tenho medo de vos perder, tenho medo de me perder de vocês.
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